Avaliação de risco

No âmbito do ambiente hospitalar, o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, regulamentado pela NR32 do Ministério do Trabalho e Emprego, avalia o risco biológico do ambiente hospitalar para seus trabalhadores [1]. Porém, um programa de avaliação de risco só é eficiente quando a equipe hospitalar entende e pratica a avaliação de risco pessoal no seu dia a dia. O conhecimento do modo de transmissão do agente infeccioso é de primordial importância para que o profissional de saúde possa avaliar o potencial risco de infecção em diferentes cenários do trabalho clínico. Assim, recomenda-se a leitura de “Como ocorre a transmissão do SARS-CoV-2″ para o entendimento das formas de transmissão do SARS-CoV-2.

Baseado nesse conhecimento e nos princípios básicos de microbiologia, é importante que o profissional de saúde esteja sempre alerta durante o trabalho para os riscos de exposição ao agente infeccioso. Estar alerta, identificar, avaliar a situação em questão, identificar e priorizar os riscos, decidir quais as melhores medidas de prevenção e aplicar essas medidas para diminuir a transmissão [2] são primordiais para o dia a dia no combate ao coronavirus. A “avaliação de risco biológico” nada mais é do que um processo de identificação do risco e avaliação da probabilidade de ocorrência e severidade dos efeitos adversos na saúde humana e ambiental [2,3]. Somente com essa avaliação será possível tomar medidas para diminuir a exposição ao risco biológico. Por exemplo, no momento de se retirar as luvas, é importante avaliar o potencial daquela luva estar contaminada e como retirá-la sem transferir essa contaminação para pele e, subsequentemente, para mucosas. Se ocorrerem acidentes, é importante que o profissional de saúde esteja apto a avaliar a situação e pensar em medidas que possam minimizar a transmissão, como diminuir a geração de aerossóis, lavar bem as mãos com água e sabão ou aplicar álcool-gel, evitar o contato de mãos ou luvas contaminadas com as mucosas dos olhos, nariz e boca, dentre outros.

 

Referências

  1. NR 32 – Segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde; Portaria MTE n.o 485, de 11 de novembro de 2005 (DOU de 16/11/05 – Seção 1).
  2. EU-OSHA Risk assessment for biological agents. Eur. Agency Saf. Heal. Work 2010, 1–14.
  3. Advisory Committee on Dangerous Pathogens Infection at work: controlling the risks in the workplace. Advis. Comm. Danger. Pathog. 2003.