Lavagem das mãos

Lavar bem as mãos é um dos procedimentos mais eficazes na prevenção da COVID-19. Para a correta higienização, siga a sequência abaixo para ambas as mãos.

Veja nesta simulação com guache vermelha a importância de seguir todos os passos para realizar a higienização completa de suas mãos.

Faça o download dos pôsteres para impressão aqui

 

 

Pesquisa

Bem vind@ ao nosso formulário de pesquisa!
Exclusivo para profissionais de assistência à saúde

O formulário abaixo é parte da pesquisa do grupo de pesquisadores do EPISaúde para avaliar as percepções e uso, manutenção e descarte dos equipamentos de proteção individual pelos profissionais da área de saúde. O preenchimento é voluntário e o tempo médio necessário é de sete minutos. Você poderá optar pela anonimidade ou não. Em qualquer circunstância, identificações pessoais serão mantidas em sigilo. Pedimos que leiam com atenção o termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE) contido no quadro de rolagem abaixo antes de responder a participar nesta pesquisa.

Agradecemos muito a sua participação!

Equipe EPISaúde

Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE):

 Você está sendo convidado (a) a participar da pesquisa intitulada “Avaliação da percepção e uso dos equipamentos de proteção individual (EPIs) pelos profissionais de saúde durante a pandemia de SARS-CoV-2”, criada e coordenada pelas pesquisadoras Profa. Dra. Ana Marcia de Sá Guimarães, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo, e Dra. Tatiana Ometto. Esta pesquisa tem como objetivo avaliar a percepção e o uso, manutenção e descarte dos EPIs pelos profissionais de saúde e outros profissionais de assistência à saúde.

Caso você decida participar desta pesquisa, saiba que você pode escolher respondê-la de forma anônima, ou seja, você pode não querer se identificar em nenhum momento. Independentemente de sua escolha, qualquer identificação pessoal será mantida sob sigilo, não sendo revelada no âmbito da pesquisa.

Você irá responder algumas perguntas sobre você, sua profissão e local de trabalho (sem identificação, dizendo apenas se é hospital, clínica, UBS, AMA, etc.), carga horária de trabalho, seu nível de estresse e horas de sono durante a pandemia, quais EPIs você tem utilizado e quais utilizava antes da pandemia, e se recebeu algum treinamento. O tempo para responder todas as perguntas é de aproximadamente 7 minutos.

A participação neste estudo é voluntária. Se você preferir não participar ou quiser desistir de continuar em qualquer momento, tem absoluta liberdade de fazê-lo. Como os questionários podem ser anônimos e/ou sua identificação será mantida sob sigilo, na publicação dos resultados desta pesquisa, não haverá a possibilidade de sua identidade ser associada com suas respostas.

Algumas questões podem trazer desconforto e/ou frustração, mas ao participar, você contribuirá com o mapeamento das dificuldades encontradas no trabalho e na utilização de EPIs pelos profissionais de saúde durante a pandemia da COVID-19.

Ressaltamos a possibilidade de anonimato das respostas e o absoluto sigilo de identificação pessoal, assim como a impossibilidade de revelação pública de questões individuais atreladas a qualquer identidade.

Esta pesquisa está em conformidade com os preceitos éticos da Resolução No 466/12 do Conselho Nacional de Saúde e em conformidade com a Resolução CNS No 510 de 2016, sobre pesquisa envolvendo seres humanos.

Quaisquer dúvidas relativas a esta pesquisa poderão ser esclarecidas pelas pesquisadoras responsáveis, Ana Marcia de Sá Guimarães e Tatiana Ometto, através do Comitê de Ética em Pesquisa do ICB, USP, localizado na Av. Prof. Lineu Prestes, 2415, Cidade Universitária, São Paulo, CEP 05508-000, Fone/Fax: (11) 3091-7733, e-mail: cep@icb.usp.br (horário de atendimento: de segunda a sexta-feira das 7h30 às 16h30); ou diretamente com as pesquisadoras pelo e-mail episaude20@gmail.com ou telefone (11) 3091-7557.

Ao submeter o formulário de pesquisa, você atesta que leu e compreendeu este TCLE e aceita participar da pesquisa.

Ana Marcia Guimarães e Tatiana Ometto

ATENÇÃO: Uma via deste documento, assinada pelos pesquisadores principais, pode ser acessado neste link: TCLE. É de fundamental importância que você guarde uma cópia desse documento em seus arquivos.  

 

 

Óculos de proteção

Os óculos de proteção são extremamente importantes para proteger as mucosas oculares de gotículas, respingos e aerossóis. Existem óculos descartáveis e óculos reutilizáveis, sendo que óculos reutilizáveis devem ser higienizados a cada uso. Devido a grande variação dos formatos de armações de óculos de grau, não se recomenda a completa substituição dos óculos de proteção pelos óculos de grau pessoais, ainda mais na ausência de um protetor/visor facial (faceshield). No caso do SARS-CoV-2, é importante utilizar também o protetor facial, principalmente quando os óculos não são do modelo que promove vedação.

Figura 1. Óculos descartáveis e reutilizáveis.

Como colocar os óculos de proteção?

Descartáveis:

(I) Certifique-se que suas mãos e antebraços estão higienizados;

(II) Para montar os óculos, remova as duas películas de proteção do visor (uma de cada lado) e encaixe o visor na haste de plástico;

(III) Coloque os óculos por dentro da touca ou gorro do macacão.

Não descartáveis:

(I) Certifique-se que suas mãos e antebraços estão higienizados;

(III) Segure os óculos pelas laterais e posicione-os sobre a região dos olhos;

(III) No caso de óculos com elástico, coloque o elástico atrás da cabeça e ajuste-o para que o óculo não fique nem muito frouxo, nem muito apertado.

Como remover os óculos de proteção?

A desparamentação é um dos procedimentos mais críticos para o profissional de saúde, pois constitui um momento de grande risco de infecção. Todo e qualquer procedimento de desparamentação deve ser realizado devagar, sem pressa, com respirações leves e com concentração. É também o momento que o profissional de saúde está mais cansado, e por isso, toda a atenção deve ser voltada para o procedimento, evitando distrações e conversas paralelas.

Descartáveis

(I) Utilize um par de luvas novo (certifique-se que suas mãos e antebraços estão higienizados antes de colocar o novo par);

(II) Pegue os óculos pela haste de plástico com as palmas das mãos abertas, pois desta forma o operador não encostará na pele para retirar os óculos;

(III) Remova os óculos e os descarte em lixo infectante;

(IV) Remova as luvas conforme indicado e descarte as luvas em lixo infectante;

(V) Higienize suas mãos com água e sabão ou álcool gel imediatamente após esse procedimento.

Não descartáveis

(I) Utilize um par de luvas novo (certifique-se que suas mãos e antebraços estão higienizados antes de colocar o novo par);

(II) Com as mãos/luvas limpas, pegue somente na parte de traz dos elásticos (a parte que esteve coberta pela touca). É importante que você NÃO pegue nas laterais dos elásticos ou no visor;

(III) Acondicione os óculos em recipiente apropriado para posterior higienização;

(IV) Remova as luvas conforme indicado e descarte a luvas em lixo infectante;

(V) Higienize suas mãos com água e sabão ou álcool gel imediatamente após esse procedimento;

(VI) NÃO reutlize os óculos antes da desinfecção/higienização.

No caso da utilização de óculos de grau, o usuário deverá, ainda com luvas limpas, higienizar o óculos com bastante álcool 70 e com papel toalha (para remoção mecânica de sujidades).

Observe no vídeo abaixo a retirada dos óculos decartáveis feito com luvas limpas no momento da retirada do macacão. Observe a retirada realizada com  as mãos abertas, para evitar tocar no rosto.

Utilização de luvas duplas

A utilização de dois pares de luvas, uma sobre a outra, é indicada para aumentar a proteção do profissional de saúde no momento da desparamentação. Ao retirar a luva de cima, grande parte da carga infectante é eliminada e o profissional pode, com maior segurança, realizar a desparamentação ainda protegido pela luva de baixo limpa (segunda pele), diminuindo a transferência de contaminantes e a geração de aerossol durante a retirada dos EPIs. É recomendando que todos os EPIs sejam retirados com as mãos enluvadas, sendo as luvas a última coisa a serem descartadas, seguido da higienização das mãos com álcool 70 e água e sabão.

Existem duas maneiras de se utilizarem dois pares de luvas. Assista ao vídeo a seguir para maiores informações:

Uso estendido e reutilização da máscara N95

Uso estendido e reutilização da máscara N95

A máscara N95 mais comumente utilizada (Figura 1 acima) é um item descartável. Porém, em situações de pandemia, os órgãos listados abaixo (Anvisa e CDC) emitiram pareceres técnicos a respeito da implementação de políticas de reutilização e uso estendido que, de acordo com esses órgãos, podem ser estabelecidas pelos profissionais que gerenciam o programa respiratório de cada instituição, em consulta com órgãos oficiais de saúde.  Algumas informações sobre essas políticas podem ser encontradas nos links abaixo:

Anvisa – Norma Técnica 05/2020

Center for Disease Control and Prevention – Recommended guidance for extended use and limited reuse of N95 filtering facepiece respirator

3M –Reuso de Respiradores Descartáveis

É importante que pesquisas continuem sendo desenvolvidas a respeito da manutenção da funcionalidade e mitigação de risco desses respiradores em políticas de uso estendido e reutilização.

Por definição, o uso estendido de respiradores N95 consiste na utilização do mesmo respirador por repetidos encontros de contato próximo com vários pacientes, sem trocar o respirador entre esses encontros [1].

É imprescindível que a instituição utilize os controles hierárquicos para eliminar exposições, alterar controles de engenharia e administrativos e priorizar o uso de EPIs baseado no risco biológico, para que exista utilização racional dos mesmos, principalmente em situações de epidemias de infecções respiratórias.

Em casos de escassez de EPIs, é preferível que o uso do respirador seja mais prolongado do que ele seja reutilizado.

Independente da política de uso, é primordial que os profissionais de saúde conheçam as limitações desses EPIs, que evitem tocar na máscara e pratiquem a frequente higienização das mãos. Se utilizado de forma incorreta, a máscara N95 pode se tornar grande fonte de infecção, pois partículas contaminam a superfície externa e o profissional de saúde que não higieniza as mãos e toca na máscara com frequência acaba levando o agente infeccioso às mucosas.

Referências

  1. Center for Disease Control and Prevention Pandemic planning: Recommended Guidance for Extended Use and Limited Reuse of N95 Filtering Facepiece Respirators in Healthcare Settings Available online: https://www.cdc.gov/niosh/topics/hcwcontrols/recommendedguidanceextuse.html#ref10.

Recomendações gerais

Recomendações gerais do uso e conservação das máscaras N95

(I) Máscaras novas devem ser armazenadas em locais livre de sujidades, insetos, umidade, calor ou frio excessivo. Obedeça às recomendações do fabricante quanto à conservação das máscaras;

(II) Só utilize máscaras N95 certificadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego;

(III) Inspecione visualmente a máscara antes de colocá-la. Sua integridade não pode estar comprometida. Os elásticos e o material da ponte nasal devem estar funcionais e não danificados. Máscaras sujas, úmidas, rasgadas, amassadas ou com vincos devem ser imediatamente descartadas;

(IV) NÃO utilize uma máscara cirúrgica abaixo da N95, isso prejudicará seriamente o funcionamento da mesma, impedindo a vedação adequada da máscara N95 ao rosto do profissional. Garanta que você fez e passou no teste de vedação e que sabe colocá-la corretamente. Esses procedimentos garantirão sua proteção;

(V) Não é necessário utilizar uma máscara cirúrgica sobre a N95, pois a mesma não irá trazer benefícios de proteção e ainda constituirá em desperdício do EPI. Se o objetivo é diminuir a contaminação da superfície da máscara, utilize um protetor/visor facial;

(VI) NÃO utilize mais de uma máscara N95 ao mesmo tempo, isso irá prejudicar seriamente o funcionamento da mesma. Garanta que você fez e passou no teste de vedação e que sabe colocá-la corretamente. Esses procedimentos garantirão sua proteção;

(VII) NÃO utilize maquiagem no rosto, a mesma altera a vedação da máscara;

(VIII) NÃO utilize brincos, pois os mesmos podem engatar nos elásticos, além de servirem como foco de contaminação;

(IX) Pêlos faciais e barba impedem a correta vedação da máscara. Os mesmos devem ser retirados com lâmina de barbear, para deixar o rosto liso;

(X) Recomenda-se que pessoas com cabelos longos façam um coque na altura do elástico superior. Rabos de cavalo não são recomendados pois podem ficar presos no elástico da máscara, entre o pescoço e o elástico;

(XI) Após colocação, adequação da máscara e início do trabalho, jamais puxar a mesma do rosto de maneira a afastá-la da face, pois dessa forma a vedação da mesma será rompida;

(XII) Se necessário um leve ajuste da máscara para conforto ou vedação, utilize um par de luvas novo e descarte as luvas no lixo infectante, imediatamente após o ajuste;

(XII) Jamais encoste na parte de dentro do respirador. Caso isso ocorra acidentalmente, descarte a máscara e coloque outra;

(XIV) O teste de vedação é obrigatório;

(XV) Pessoas com cicatrizes faciais profundas podem ter a vedação da máscara comprometida. O teste de vedação poderá certificar se isto ocorre ou não;

(XVI) Descarte a máscara se houver qualquer contato do respirador com sangue, secreções respiratórias ou qualquer outro fluído corpóreo de pacientes;

(XVII) Descarte a máscara se houver qualquer dano ou dificuldade de se respirar durante o uso;

(XVIII) Algumas pessoas podem não conseguir utilizar a máscara devido a problemas de saúde, por isso, um avaliação médica é essencial.